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Eczema ou dermatite de mãos é um processo inflamatório da pele caracterizado principalmente por lesões avermelhadas descamação e coceira.

O eczema de mãos pode ser desencadeado por várias causas. A mais comum é o eczema ou dermatite de contato, reação inflamatória da pele que ocorre pelo contato com agentes externos, ou seja, com substâncias em contato com a pele.

O eczema de contato pode ser causado por dois mecanismos: por irritação primária, o mais freqüente, no qual a inflamação é desencadeada pelo contato com substâncias irritantes, as quais incluem os ácidos, agentes alcalinos, como por exemplo, os sabonetes e os detergentes, os solventes e outras substâncias químicas; e por sensibilização, provocado pela exposição a uma determinada substância (chamada sensibilizante), à qual a pessoa seja hipersensível ou alérgica, como por exemplo, conservantes ou fragrância em cosméticos para as mãos, níquel em bijuterias, e outras. Mesmo não ocorrendo uma reação no início, o uso repetitivo pode causar uma sensibilização após um período variado de tempo, desde alguns dias até vários meses. 

A dermatite de contato pode ser causada ou agravada pela exposição às substâncias relacionadas com o trabalho. Como por exemplo, tintura de cabelo em cabeleireiros, solventes em pintores, luvas de borracha em profissionais de saúde, cimento em pedreiros, etc.

Outras causas de eczema de mãos podem ser dermatite atópica, disidrose e outras doenças menos freqüentes.

Dermatite ou eczema atópico: doença inflamatória da pele em que há uma predisposição genética e que em 70% dos casos existe história familiar ou pessoal de alergia respiratória, como rinite e/ou asma brônquica. As principais queixas são coceira e dor pela presença de fissuras (rachaduras), comuns na ponta dos dedos.

Disidrose: Caracteriza-se por aparecimento recorrente de vesículas (pequenas bolinhas d água) que podem atingir mãos e pés e provocam coceira importante. Infecção das lesões e expansão das reações eczematosas podem ocorrer e complicar o quadro. Stress emocional e uso de alguns medicamentos, como penicilina, podem estar envolvidos no aparecimento desta condição.

Diante de uma suspeita diagnóstica de eczema de mãos, o dermatologista poderá solicitar ou realizar alguns exames para elucidar a(s) causa(s).

(1)- Teste de contato ou patch test: principal exame para esclarecer um eczema de contato. É realizado através de pequenas placas de alumínio contendo substâncias que ficam em contato com a pele, normalmente nas costas, por 48 horas. Após este período, o teste é retirado e uma primeira leitura é realizada. A segunda leitura é então feita após mais 48 horas. As substâncias utilizadas no teste são padronizadas e são as mais freqüentemente envolvidas na alergia em nosso meio. Utilizamos uma bateria de teste padrão com 30 substâncias que, na maioria das vezes, é suficiente para descobrir o culpado, porém dependendo de cada caso, necessitamos de substâncias extras. Por isso, é muito importante a história que o paciente conta ao médico, todos os produtos com os quais ele entra em contato, seja em casa ou no trabalho. Se o teste for positivo, uma lista com todas as substâncias com as quais o paciente não poderá ter contato será fornecida.

(2-) Biópsia de pele: exame no qual é retirado um pequeno fragmento da pele lesada. Utilizado para auxílio no diagnóstico do eczema ou para afastar outras dermatoses que não possam ser descobertas com os exames anteriores. Um exemplo é a psoríase palmar, doença inflamatória crônica da pele, ainda sem causa totalmente esclarecida.

Através do diagnóstico concluído, o tratamento será então indicado de forma específica. Aqui vamos nos referir de forma geral aos eczemas.

        O tratamento medicamentoso consta principalmente de produtos de uso local com ação antiinflamatória e que controlem a coceira, como os corticóides e/ou imunomoduladores (agentes que atuam sobre o sistema imunológico). Hidratantes, principalmente na fase crônica, devem ser utilizados quando indicados pelo médico.

Casos mais graves podem necessitar de tratamento sistêmico, via oral ou injetável.

É muito importante seguir corretamente as orientações médicas. Além das substâncias que poderão ser positivas ao teste de contato, o médico poderá listar outros produtos que contenham ingredientes semelhantes e que também deverão ser evitados, por provocarem o que se chama de reação cruzada.

Nos quadros mais intensos, até mesmo a água pode atuar como irritante e agravar as lesões. Outros fatores de piora, independente da causa do eczema, incluem trauma local, atrito, oclusão (por exemplo, luvas de borracha na fase aguda), stress emocional, sabões e detergentes.

Uso de luvas é recomendado para proteger as mãos, mesmo depois da melhora, pois as lesões podem reaparecer caso tenha ocorrido contato com alguma substância desencadeante. O dermatologista irá orientar qual a luva adequada para cada caso. Como as de borracha podem agravar o quadro, o ideal é utilizar luvas de algodão e por cima colocar luvas de borracha. Cremes para as mãos que formam uma “barreira” protetora também poderão ser utilizados para impedir ainda mais o contato, principalmente com irritantes.

É importante lembrar que muitas vezes há uma longa caminhada até se chegar ao diagnóstico definitivo e descobrir qual o “culpado”. Assim, o dermatologista será um detetive incansável e a cooperação do paciente é imprescindível para um bom resultado final.

 

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